| | GT: | 4 | | Grupo de Trabajo : | Certificação e patrimonialização de alimentos: a modernidade do consumo da tradição | | Coordenadores: | Renata Menasche Claire Cerdan Marcelo Champredonde Maria Fonte
| | Instituciones: | Univ. Fed. de Pelotas e UFRGS/PGDR Cirad e Univ. Fed. de Santa Catarina INTA Università di Napoli
| | Paises: | Brasil Argentina Itália | | Resumen: | Tendo como perspectiva o diálogo interdisciplinar, bem como o entendimento de que a temática comporta a observação das inter-relações entre consumo e produção, este Grupo de Trabalho propõe-se a congregar pesquisadores que, na América Latina, vêm se dedicando ao estudo de processos de certificação e patrimonialização de produtos originados do trabalho rural, especialmente alimentos.
Resumen: Teniendo como perspectiva el diálogo interdisciplinario, y entendiendo que la temática está centrada en la observación de las interrelaciones entre consumo y producción, este Grupo de Trabajo se propone congregar a investigadores que se abocan al estudio de procesos de certificación y patrimonialización de productos originados en el trabajo rural, especialmente alimentos, en América Latina.
| | Descripcion detallada: | Em um contexto marcado por uma ansiedade urbana diante da alimentação, em que evidencia-se a queda de confiança dos consumidores nos processos de produção de alimentos padronizados pela indústria agroalimentar, emerge como tendência a busca, reconhecimento e legitimação de alimentos de outro tipo, cuja procedência e/ou processo de produção são conhecidos do consumidor, alimentos produzidos localmente, a partir de procedimentos avaliados como ambiental, social e economicamente sustentáveis, produtos enraizados em um território e em uma cultura. Neste quadro, constitutivo de forte valorização e idealização do 'rural', vale pontuar ao menos dois movimentos distintos em curso. Por um lado, observam-se iniciativas que propõem a legitimação de produtos a partir de processos de certificação que privilegiam sua origem. Por outro lado, ações que propõem a valorização de produtos tradicionais e locais como patrimônio cultural, buscando preservar e reproduzir saberes e fazeres historicamente constituídos, em processos que afirmam produtores e regiões enquanto culturas, identidades e modos de vida. Pode-se dizer que, na América Latina, este debate encontra-se neste momento em efervescência, sendo perceptíveis desafios e tensões de vários tipos, por exemplo os decorrentes de processos fortemente orientados a partir de lógica mercantil, que podem mesmo chegar a agir em detrimento daqueles que historicamente foram os portadores do saber-fazer supostamente valorizado. Partindo da perspectiva do diálogo interdisciplinar e do entendimento de que esta temática comporta a observação das inter-relações entre consumo e produção, este Grupo de Trabalho propõe-se a congregar pesquisadores que, na América Latina, vêm dedicando-se ao estudo de processos de certificação e patrimonialização de produtos originados do trabalho rural, especialmente alimentos.
Resumen expandido: En un contexto marcado por una ansiedad urbana frente a la alimentación, que se evidencia en la falta de confianza de los consumidores en los procesos de producción de alimentos estandarizados por la industria agroalimentaria, emerge como tendencia la búsqueda, reconocimiento y legitimación de otro tipo de alimentos, cuya procedencia y/o proceso de producción son conocidos por el consumidor; alimentos producidos localmente, a partir de procedimientos considerados como ambiental, social y económicamente sustentables. Productos enraizados en un territorio y en una cultura. En este contexto, caracterizado por una fuerte valorización e idealización de lo “rural”, se pueden identificar dos movimientos en curso, distintos. Por un lado se observan iniciativas que proponen la legitimación de productos a partir de procesos de certificación que privilegian su origen. Por otro lado, acciones que proponen la valorización de productos tradicionales y locales como patrimonio cultural, buscando preservar y reproducir saberes y prácticas constituidos históricamente, en procesos que sostiene a productores, regiones, así como a culturas, identidades y modos de vida. Se puede decir que, en América Latina, este debate se encuentra en efervescencia, siendo perceptibles varios tipos de desafíos y tensiones. Por ejemplo, las derivas de procesos fuertemente orientados por una lógica mercantil, que pueden llegar a actuar en detrimento de aquellos que históricamente fueron portadores del savoir-faire supuestamente valorizado. Cabe interrogarse también, en contextos multiculturales, respecto a los impactos locales de proyectos de certificación o valorización de productos, en la medida en que, al rescatar algunos elementos propios a una de las culturas que componen la sociedad local, inciden sobre las diversas identidades territoriales locales y en las relaciones entre los distintos grupos. Partiendo de la perspectiva de diálogo interdisciplinario y entendiendo que esta temática comporta las observaciones de las interrelaciones entre consumo y producción, este Grupo de Trabajo se propone congregar a investigadores abocados al estudio de procesos de certificación y patrimonialización de productos originados en el trabajo rural, especialmente alimentos, en América Latina.
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