| | GT: | 1 | | Grupo de Trabajo : | A ruralidade nas sociedades latinoamericanas contemporâneas. Continuidades e descontinuidades nos processos de integração rural-urbano | | Coordenadores: | Arilson Favareto M. Nazareth B. Wanderley Marilda Menezes Sergio Gomez
| | Instituciones: | Univ. Federal do ABC Univ. Federal de Pernambuco Univ. Fed. de Campina Grande Univ. Austral de Chile
| | Paises: | Brasil Chile | | Resumen: | O GT proposto pretende se constituir como um espaço de reflexão e debate a respeito dos processos de construção das relações entre o mundo rural e o mundo urbano, bem como as formas sociais deles resultantes, tendo como pressuposto a diversidade das situações históricas, tanto no conjunto do Continente, como internamente em cada país. A concepção do mundo rural em oposição ao mundo urbano é cada vez mais substituída por uma “nova” concepção da ruralidade, vista em sua profunda integração com o conjunto da sociedade. Articulados, o campo e a cidade estabelecem múltiplas e diversas relações, em mão dupla, construídas nos campos econômicos, sociais, políticos e culturais. Nesta perspectiva, se não há lugar para a negação dos pólos rural e urbano, não há também como compreende-los isoladamente um do outro. Este debate está presente em diversos países da América Latina e tem suscitado uma extensa bibliografia que, distante de qualquer visão linear e uniforme, reflete o esforço de apreender a diversidade, as continuidades, as descontinuidades e as rupturas. | | Descripcion detallada: | Compreender os processos de construção das relações entre campo e cidade, bem como as formas sociais deles resultantes deve constituir o eixo de reflexão deste GT, que pretende se constituir como um espaço em que o debate pode se manifestar e ser aprofundado. A afirmação da permanência do rural, enquanto espaço integrado, porém específico e diferenciado, é reforçada quando se leva em conta as representações sociais a respeito do meio rural. Mesmo quando se atinge uma certa homogeneidade, no que se refere aos modos de vida e à chamada “paridade social” – o que, naturalmente, não pode ser generalizado em nossos países - as representações sociais dos espaços rurais e urbanos reiteram diferenças significativas, que têm repercussão direta sobre as identidades sociais, os direitos e as posições sociais de indivíduos e grupos, tanto no campo quanto na cidade. Estas diferenças, quando este patamar é atingido, se dão não mais ao nível do acesso aos bens materiais e sociais, que seriam, então, de uma certa forma, similarmente distribuídos entre os habitantes do campo ou da cidade, nem mesmo no que se refere ao modo de vida de uns e de outros. As diferenças vão se manifestar no plano das “identificações e das reivindicações na vida cotidiana”, de forma que o “rural” se torna um “ator coletivo”, constituído a partir de uma referência espacial e “inserido num campo ampliado de trocas sociais”. É importante observar que esta abordagem sobre a pertinência do recorte campo e cidade, como forma de apreender as diferenças espaciais e sociais nas sociedades modernas, se enriquece hoje no novo contexto gerado pelos processos de globalização/mundialização e o pós-fordismo. Com efeito, a revalorização dos espaços locais, a capacidade de organização e de pressão revelada pelos movimentos sociais que se reclamam do “rural” e do “agrícola” e os próprios impactos das políticas públicas, nacionais e macroregionais sobre os espaços rurais– reiteram a existência do rural, como espaço específico e como ator coletivo. O espaço local é, por excelência, o lugar da convergência entre o rural e o urbano; um programa de desenvolvimento local não substitui o desenvolvimento rural, mas o incorpora como parte integrante. O espaço local é, de fato, o lugar do encontro entre estes dois “mundos”. Porém, nele, as particularidades de cada um não são anuladas, ao contrário são a fonte da integração e da cooperação, tanto quanto das tensões e dos conflitos. O que resulta desta aproximação não é a diluição de um dos pólos do continuum rural-urbano, mas a configuração de uma rede de relações recíprocas, em múltiplos planos que, sob muitos aspectos, reitera e viabiliza as particularidades. |
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